A eleição presidencial mais acirrada dos últimos tempos virou palco de promessas dos dois lados que podem pressionar ainda mais as contas públicas caso sejam de fato cumpridas.
Quem vencer a disputa, portanto, terá um desafio imediato: seja o senador Flávio Bolsonaro (PL), seja o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), terá de encontrar recursos para cumprir o que prometeu ou rever parte dos compromissos de campanha para evitar um desequilíbrio ainda maior nas contas públicas.
O presidente Lula enfileirou uma série de medidas durante a eleição que poderão chegar a mais de R$ 283 bilhões em impacto fiscal e financeiro.
A equipe econômica garante que o valor será compensado no Orçamento da União de 2027 e que a maior parte das medidas não terá impacto imediato nas contas públicas (entenda mais abaixo).
Quaest, 2º turno: Flávio Bolsonaro, 45%; Lula, 44%
Apenas uma delas, o aumento do Bolsa Família, poderá ter custo de mais de 23,2 bilhões para a União no primeiro ano do mandato do próximo presidente, segundo levantamento de consultoria especializada.
O valor é superior ao projetado pelo Ministério do Planejamento, que estima um impacto nas despesas da ordem de R$ 22,7 bilhões para 2027.
O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, decidiu entrar na onda. Nos últimos dias, prometeu o "Vira Pix", com a devolução aos contribuintes de parte do que pagam em suas contas, sem definir de onde sairão os recursos.
Eleição acirrada vira palco de promessas que aumentam pressão sobre as contas públicas
