A oscilação nos índices de rejeição de Flávio Bolsonaro (PL) acendeu o alerta e, ao mesmo tempo, animou o QG da campanha do presidente Lula nesta quarta-feira (21/10), a quatro dias do segundo turno.
Segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta, o senador registra 52% de rejeição entre os eleitores, enquanto Lula aparece com 47%. No levantamento anterior, divulgado em 14 de outubro, o petista tinha 53% de rejeição, ante 54% de Flávio.
Integrantes da campanha de Lula avaliam que os índices de rejeição são tão importantes quanto os números de intenção de voto na reta final da disputa. A queda na rejeição ao presidente é comemorada pelos aliados, que veem no indicador uma oportunidade para fortalecer a candidatura petista. Ao mesmo tempo, a resistência ao nome de Flávio é acompanhada de perto, sobretudo pelo potencial impacto na disputa pelos eleitores indecisos.
A avaliação interna é de que os números ainda refletem os possíveis efeitos de medidas recentes, como a aprovação do fim da escala de trabalho 6×1 pelo Congresso Nacional, além de outras iniciativas do governo federal.
A estratégia é manter a aposta no discurso do “medo”, de que a volta do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro ao poder representaria riscos para o país. A campanha pretende continuar explorando esse argumento para mobilizar eleitores e reforçar a comparação entre os dois projetos políticos.
