A ANR (Associação Nacional de Restaurantes) protocolou uma ação civil pública contra a Keeta, subsidiária da chinesa Meituan, na Justiça de São Paulo contestando o modelo de compra intermediada adotado pela companhia de delivery no Brasil.
A organização cobra a suspensão imediata da prática em estabelecimentos que não autorizaram expressamente sua inclusão no aplicativo da Keeta, além da proibição do modelo de operação no país.
Segundo a entidade, a compra intermediada consiste na inclusão de restaurantes na plataforma da Keeta sem autorização prévia, seguida do envio de um entregador ou comprador ao estabelecimento para adquirir os produtos diretamente no balcão e entregá-los ao consumidor.
“Quando a Keeta coloca uma operação dessa, o vendedor nem sabe o que está acontecendo na operação dele. Os gestores de restaurantes não sabem que uma venda presencial de balcão, na verdade, seria uma venda para a Keeta”, disse Erik Momo, presidente do conselho da ANR, em entrevista à Reuters.
Na visão da ANR, a compra intermediada pode violar a liberdade comercial dos restaurantes, configurar concorrência desleal e comprometer a relação entre os estabelecimentos e seus clientes.
“Recorrência é algo fundamental para um restaurante sobreviver. O proprietário tem que ter gestão sobre aquilo que está no cardápio, do item que está vendendo, do preço que está praticando, a qualidade da entrega e etc”, disse o presidente do conselho da ANR.
