O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou nesta quarta-feira (21/10) “líderes estrangeiros” que têm “explorado eleitoralmente” os protestos no país. As críticas também foram endossadas pelo chanceler francês, Jean-Noël Barrot.
As declarações das duas autoridades francesas ocorrem após o presidente Donald Trump relacionar os protestos no país à imigração. Os Estados Unidos passa neste momento pelas eleições de meio de mandato, que renova o Congresso do país e elege governadores para 36 estados. O pleito é um teste da capilaridade política de Trump, que enfrenta problemas de popularidade no país.
“Há pessoas que estão fazendo campanha às custas da França, líderes que estão em situações de campanha na região ou do outro lado do Atlântico”, disse Macron. “Não há interferência estrangeira visível nos eventos que ocorreram; no entanto, há manipulação estrangeira de informações, o que deu origem a comentários inaceitáveis e estúpidos de muitos, incluindo líderes estrangeiros”, completou.
A manifestação foi dada a repórteres durante passagem de Macron por Doha, no Oriente Médio, onde o francês cumpre três dias de agenda. Questionado se a declaração era direcionada a Donald Trump, o presidente afirmou que “ele [Trump], dentre outros líderes” estavam explorando as manifestações politicamente.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também fez comentários sobre a crise na França e os protestos violentos do último final de semana.
