A Justiça de Minas Gerais condenou 17 integrantes de uma organização criminosa investigada por exploração ilegal do jogo do bicho e lavagem de dinheiro no norte do estado. As penas aplicadas dos réus ultrapassam 87 anos de prisão.
A sentença acolheu as teses do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) Regional de Montes Claros e da 9ª Promotoria de Justiça do município.
Segundo o Ministério Público, os condenados faziam parte de uma estrutura criminosa com divisão de funções e atuação coordenada na exploração do jogo do bicho. A investigação identificou mecanismos financeiros e patrimoniais utilizados para ocultar e dissimular os recursos obtidos com as atividades ilícitas.
A condenação, de acordo com a promotoria, foi fundamentada em provas reunidas durante a investigação, entre elas interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, análise de dados extraídos de celulares apreendidos e levantamento de informações bancárias e fiscais dos investigados.
Investigações
As apurações identificaram uma ampla rede de apostas clandestinas mantida pela organização criminosa. Segundo o Ministério Público, o grupo ainda contava com uma estrutura administrativa e financeira própria para arrecadar, movimentar e administrar os valores obtidos através do esquema.
