O Dia das Bruxas é comemorado em 31 de outubro. Para o produtor rural brasileiro, porém, os sustos não têm data marcada. Podem aparecer na previsão do tempo, na proposta de financiamento ou no vencimento de uma dívida depois de uma safra frustrada.
A curiosidade é que essa festa tem uma ligação antiga com a agricultura. Entre suas raízes está o Samhain, celebração dos povos celtas que marcava o fim da colheita e o início do inverno no Hemisfério Norte.
Acreditava-se que, nessa passagem, os espíritos se aproximavam dos vivos. Fogueiras e disfarces faziam parte dos costumes para afastá-los.
Ao longo dos séculos, essas tradições se misturaram ao calendário cristão. O nome Halloween deriva de uma expressão em inglês que significa “véspera de Todos os Santos”, celebrado em 1º de novembro. A festa ganhou outras formas e se popularizou com fantasias, doces e abóboras.
A relação com o campo ficou na origem. O receio do que vem pela frente continua muito presente na vida de quem planta.
A primeira assombração vem do céu
O produtor prepara a terra, escolhe a semente, investe em tecnologia e acompanha a lavoura. Ainda assim, uma estiagem no momento errado, uma enchente ou uma geada pode comprometer o trabalho de meses.
Tecnologia e manejo ajudam a reduzir riscos, mas não permitem controlar o tempo. É por isso que o seguro rural precisa fazer parte da estrutura da produção.
