MARANHÃO - O avanço da estiagem voltou a colocar o estado do Maranhão em uma situação delicada no cenário climático nacional. De acordo com a última atualização oficial do Monitor de Secas, divulgada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a área com presença de seca saltou de 83% em agosto para exatos 100% do território maranhense em setembro. Trata-se da primeira vez que a totalidade do mapa do estado é coberta pelo fenômeno desde fevereiro deste ano.
A marca coloca o Maranhão na liderança do ranking de abrangência da seca na Região Nordeste durante o mês de setembro, dividindo o topo da lista com Alagoas, Piauí e Sergipe, estados que também viram o fenômeno alcançar a totalidade de suas áreas.
O avanço da estiagem e os indicadores de severidade
Embora a estiagem tenha se alastrado geograficamente até alcançar cada um dos municípios maranhenses, a intensidade do fenômeno apresentou relativa estabilidade no comparativo mensal. A classificação técnica do relatório aponta que o estado manteve o registro de seca moderada em pouco mais de 4% de seu território. Apesar de numericamente restrita, essa fatia representa a maior severidade de seca observada no Maranhão desde fevereiro de 2026.
A relevância do quadro maranhense ganha ainda mais peso quando observada a extensão territorial atingida.
