O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, por unanimidade, a decisão que determinou a remoção de publicações nas redes sociais que associavam o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, à prática conhecida como “rachadinha”.
A decisão do TSE aconteceu nesta terça-feira, 20, durante sessão na qual a corte referendou uma liminar da ministra Estela Aranha, relatora do caso. A magistrada determinou a exclusão das publicações das redes em até 24 horas e ainda proibiu a republicação do conteúdo.
As publicações ligavam Flávio Bolsonaro à Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), e a práticas criminosas como lavagem de dinheiro, “rachadinha” e envolvimento com milícias.
De acordo com Estela Aranha, as postagens ultrapassaram os limites da crítica política e ofenderam a honra do candidato, tentando vinculá-lo a organizações criminosas sem a apresentação de qualquer prova que embasasse as acusações.
A representação ao TSE foi apresentada pelo Partido Liberal (PL) e teve como alvo a ex-ministra e ex-presidente nacional do PT Gleisi Hoffmann e os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ), Guilherme Boulos (PSol-SP) e Rogério Correia (PT-MG).
O PL também representou contra os perfis “PT na Câmara”, “Lula conta comigo”, “Brasil pra Frente”, “Anti Bolsonaro Real” e “Lázaro Rosa”, além da empresária Aurilene Monteiro, conhecida como “Gata Canhota”.
