A liderança do TikTok teria ignorado alertas de funcionários sobre os riscos que a plataforma representa para crianças, deixando de tomar medidas para proteger menores contra exploração sexual e conteúdo suicida, entre outros materiais prejudiciais. As alegações aparecem em registros judiciais divulgados pela NPR na terça-feira (20).
Os documentos incluem depoimentos de contratados do app de vídeos curtos apresentados em um tribunal federal dos Estados Unidos em março. Eles se mostravam frustados pela maneira com a qual os chefes respondiam aos avisos, como destaca a reportagem.
Comentando sobre as denúncias, o TikTok afirmou que as alegações são imprecisas e enganosas (veja abaixo).
O que os funcionários disseram?
Segundo a publicação, os depoentes alertaram aos superiores que menores de idade apareciam em postagens com conteúdo sexual, mas nada teria sido feito para evitar esse tipo de exposição. Tais materiais estavam à venda na rede social.
Como os conteúdos exigiam pagamento para o acesso, os funcionários alertaram que a empresa estaria lucrando com atividades potencialmente ilegais;
Eles relataram, ainda, que havia menores explorando falhas para a visualização de vídeos com restrição de idade;
Driblando os mecanismos de faixa etária, os usuários conseguiam esconder dos pais os conteúdos para maiores de 18 anos que estavam assistindo;
Além disso, o app de vídeos teria se negado a realizar pesquisas para determinar a idade de seus usuários.
