Belo Horizonte, A mãe de Mariana Campos, de 5 anos, que morreu nessa segunda-feira (19/10) após passar mal na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Professora Marta Nair Monteiro, no bairro Santa Rita de Cássia, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, afirma que houve “negligência” e falta de assistência à filha na unidade de ensino. Segundo Rayanne de Souza Campos, de 37 anos, a menina estava sem acompanhamento de um profissional de apoio desde 2025.
“Ninguém da secretaria ligou para mim. Ela não tinha auxílio de apoio na escola, a não ser eu, que ia todos os dias cuidar dela”, desabafou Rayanne, que é gestora de recursos humanos. Mariana utilizava uma traqueostomia, abertura cirúrgica na traqueia que permite a passagem de ar. Apesar disso, segundo a mãe, a menina falava e se alimentava normalmente.
Ao lamentar a morte da filha, a mãe afirmou que “Mari era um doce e será lembrada por todos”. Segundo ela, apesar de a escola contar com funcionários capacitados para prestar os cuidados necessários, Mariana não tinha um profissional designado para acompanhá-la.
“A diretora não autorizava que esse cuidado fosse feito. Fui ao Conselho Tutelar, à Secretaria de Educação, fiz várias reuniões na escola e nada era feito”, relatou.
Rayanne contou que precisava ir diariamente à escola para cuidar da filha. Na segunda-feira, dia da morte, ela esteve na unidade por volta das 13h e afirmou que a criança estava bem naquele momento.
