Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante comício em Park City, no Kansas, nos Estados Unidos, em 19 de outubro de 2026.
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Em dificuldades para manter o controle do Congresso nas eleições do próximo dia 3, o presidente Donald Trump e os candidatos republicanos viram nas imagens da França devastada pela violência de saques e incêndios um novo ímpeto para impulsionar a campanha.
O argumento, lançado de forma simples e direta, é também superficial: será este o destino dos EUA sob o controle democrata.
O presidente americano claramente tenta tirar proveito dos protestos que ocorrem do outro lado do Atlântico, atribuindo-os à imigração sem controle, para associá-los ao partido opositor, que ele considera ser impulsionado por “marxistas antiocidentais e imigrantes hostis do Terceiro Mundo.”
“Quando vocês virem torres de igrejas em chamas e incêndios devastadores na França, lembrem-se de que é isso que os 'democratas' radicais querem fazer com os Estados Unidos”, bradou o presidente num comício na segunda-feira no Kansas, um dos campos de batalha que ameaça o partido.
No dia seguinte, ele prometeu gastar mais de US$ 400 milhões de seu fundo de campanha para ajudar os republicanos, motivado pelas cenas de violência na França e em outros países europeus.
Os republicanos se encontram numa disputa eleitoral acirrada, em momento crucial para o presidente: pesquisas dão conta de que perderão o controle na Câmara dos Representantes para os democratas.
Trump importa o caos na França para a campanha americana
