O julgamento pela morte de Diego Maradona entrou, nesta terça-feira, em sua reta final com o pedido de absolvição para um psicólogo e uma psiquiatra, cujos advogados sustentaram que as causas do falecimento do astro não tinham nexo com suas especialidades.
O ex-jogador morreu em regime de internação domiciliar, no dia 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória e edema pulmonar, enquanto se recuperava de uma neurocirurgia.
O psicólogo especialista em dependências Carlos Díaz, a psiquiatra Agustina Cosachov e outros quatro profissionais de saúde enfrentam acusações de homicídio culposo, quando não há intenção, ou com dolo eventual. Este último implica que eles tinham consciência de que suas ações ou omissões poderiam levar à morte de Maradona.
“O resultado está relacionado a questões médicas que fogem ao seu controle”, afirmou o advogado de Díaz, Diego Olmedo, perante o tribunal de San Isidro, ao norte de Buenos Aires.
Por sua vez, o advogado de defesa da psiquiatra, Vadim Mischanchuk, declarou que Cosachov não agiu com indiferença, pois, à medida que surgiam sinais de alerta nos dias que antecederam a morte do ídolo, ela “tomou providências para reverter a situação”. Ele atribuiu a responsabilidade à empresa de assistência médica privada que, segundo ele, “dificultou” a internação.
