A Justiça de São Paulo determinou na 5ª feira (15.out.2026) que o Palmeiras detalhe os pagamentos recebidos do Manchester City pela venda de Allan e apresente os contratos que asseguram ao Figueirense parte dessa receita. A medida busca esclarecer quais valores pertencem ao clube catarinense e estão disponíveis para seus credores. Eis a íntegra (PDF - 59 KB).
O Palmeiras não é réu na ação, movida desde 2020 pela M&F Investimentos e Participações S.A. contra o Figueirense. O clube paulista foi acionado por ser responsável pelos repasses relacionados à transferência.
A determinação foi assinada pela juíza Marcella Leal Restum a pedido do Athletico Paranaense. A ordem exige os contratos de 23 de janeiro de 2019, referentes à chegada de Allan ao Palmeiras, e de 8 de maio de 2025, relativos à compra de mais 20% dos direitos econômicos do atleta.
Entre os esclarecimentos solicitados estão o recebimento da parcela prevista para 2 de outubro, o valor líquido da operação e a quantia correspondente aos 10% do Figueirense. O Palmeiras também deverá informar a situação de uma bonificação contratual e quanto mantém retido por determinação judicial.
O clube afirmou que ainda não havia sido formalmente notificado e que cumpriria a ordem quando recebesse a comunicação, preservando a confidencialidade do contrato com o City. Declarou também ter informado o Figueirense sobre os repasses, mas que os processos impedem o depósito.
