A expectativa de uma safra recorde de soja no Brasil em 2026/27 e o avanço do plantio no país estão entre os fatores que pressionam as cotações da oleaginosa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira (21). Os contratos futuros operam em queda, ampliando as perdas da sessão anterior, segundo análise da consultoria Safras & Mercado.
Além da perspectiva de maior oferta brasileira, o clima favorável à colheita nos Estados Unidos contribui para a desvalorização dos contratos. O avanço dos trabalhos no campo aumenta a disponibilidade do grão e estimula as vendas por parte dos fundos especulativos.
Por outro lado, a valorização do petróleo e a retomada das compras de soja norte-americana pela China ajudam a limitar quedas mais expressivas.
Por volta das 8h desta quarta-feira, os contratos com vencimento em novembro eram negociados a US$ 12,44 1/4 por bushel, recuo de 4 centavos de dólar, equivalente a 0,32%, em relação ao fechamento anterior.
Colheita nos Estados Unidos amplia pressão sobre os preços
A soja encerrou a terça-feira (20) em baixa na Bolsa de Chicago, com as cotações atingindo os menores níveis em dois meses.
O movimento foi influenciado pelo avanço da colheita norte-americana e pela previsão de continuidade das condições climáticas favoráveis aos trabalhos no campo.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita de soja alcançou 64% da área cultivada até 18 de outubro, ante 46% na semana anterior.
