O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou nesta quarta-feira (21) que o país já enfrenta dificuldades e não precisa que líderes estrangeiros usem seus problemas em campanhas eleitorais.
O político, que está no Catar, também anunciou que se reunirá com os serviços de inteligência na quinta-feira (22), antes de novos protestos previstos para o sábado (24).
O presidente disse que não houve “interferência estrangeira visível nos acontecimentos”, em referência à recente onda de distúrbios na França, mas afirmou que “houve manipulação de informações por agentes estrangeiros após os acontecimentos.”
A fala trouxe indiretas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem criticado os protestos em meio à campanha para as Eleições de Meio de Mandato.
O republicano fez críticas às manifestações, afirmando que a imigração de pessoas vindas de mundos completamente diferentes “destruiu o país”.
Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump insistiu que as fronteiras fossem fechadas antes que fosse tarde demais.
“A França está em chamas! A imigração de pessoas vindas de um mundo completamente diferente, pessoas com ódio no coração, destruiu o que um dia foi um grande país. Fechem as fronteiras e retomem o controle, antes que seja tarde demais!”, escreveu ele.
