Um brinco eletrônico pode funcionar como o ‘CPF’ de um bovino. Ele ajuda a identificar o animal, mas não conta sozinho toda a história da carne que chega ao consumidor. Para comprovar a origem do produto, as informações precisam acompanhar o percurso dentro da cadeia, da propriedade rural ao frigorífico e, depois, às etapas de processamento e comercialização.
É nesse caminho que a rastreabilidade enfrenta um de seus principais desafios: reunir dados de diferentes etapas e manter a ligação entre a carne e sua origem. A tecnologia já permite conectar essas informações, mas o alcance do controle depende de como o sistema é aplicado e de quem participa dele.
A Ecotrace Solutions, empresa de tecnologia voltada à rastreabilidade de cadeias produtivas, trabalha com esse modelo há sete anos. Segundo Flávio Redi, CEO e cofundador da companhia, a plataforma integra dados dos animais e das propriedades rurais a informações dos sistemas dos frigoríficos. A partir daí, acompanha o produto durante o processamento, a identificação das caixas, a distribuição e a venda.
O sistema utiliza integrações entre plataformas para reunir os registros e blockchain para preservar a integridade das informações. Na prática, a proposta é permitir que os dados de cada etapa sejam associados ao produto, sem depender de um único sistema para registrar toda a operação.
De acordo com o Redi, a tecnologia está presente em quase 80 plantas industriais, unidades e centros de distribuição.
