Em 20 anos, o Brasil viu a própria participação no mercado mundial de minério de ferro cair de 20,8% para 17,9%. No mesmo período, a Austrália saiu de 17,5% para 37,2%, ultrapassando a produção brasileira e se consolidando como líder global. Para José Carlos Martins, presidente do Conselho de Administração da Cedro Participações, essa inversão é o retrato de uma corrida tecnológica que o Brasil precisa retomar com urgência.
“Alguma coisa aconteceu nesses 20 anos que levou a essa situação. Seja a questão tecnológica, seja a questão dos próprios recursos minerais. A Austrália, apesar de não ter um minério de alta qualidade, tem minas extremamente produtivas, porque adota tecnologias de ponta”, afirmou o executivo.
Segundo ele, há um desafio estrutural no setor brasileiro: as jazidas de minério mais rico do país, sobretudo no sistema sul de Minas Gerais, se esgotaram. O caminho, diz o executivo, passa por explorar minérios de teor mais baixo com eficiência tecnológica. Um movimento que atualmente ganha nova escala em projetos como o da Cedro.
De acordo com a companhia, a mineração 4.0 organiza-se em torno do conceito “ICT” (informações, comunicação e tecnologia), ao integrar operações autônomas, drones, gestão de dados em tempo real, satélites, conectividade 5G e inteligência artificial em um sistema único, que abrange toda a cadeia produtiva.
Segundo a empresa, todas as etapas são contempladas, do mapeamento das reservas minerais à extração.
