O desemprego no Chile atingiu o nível recorde de 9,6%, o maior em mais de cinco anos
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Falando para um grupo de empresários cristãos reunidos em um pequeno auditório, o ministro da Fazenda do Chile, Jaime Quiroz, pediu que eles evitassem o pessimismo. Para isso, ele usou citações da Bíblia e também alguns números.
A mensagem era dirigida àqueles que o conhecem há muitos anos. Quiroz desenvolveu toda a sua carreira profissional como empresário no setor privado.
"Não percam a calma, nem se desesperem", declarou ele em Santiago no início de outubro, após a publicação de uma série de indicadores fracos sobre a economia chilena.
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Os investimentos produtivos, privados e públicos, apresentaram crescimento nulo no segundo trimestre deste ano, principalmente devido à queda da construção civil.
O desemprego atingiu o nível recorde de 9,6%, o maior em mais de cinco anos. E a demanda interna apresentou crescimento praticamente nulo.
O custo de vida no país aumentou em julho para 4,1%, com base nos últimos 12 meses. A alta foi impulsionada, em grande parte, pelo forte aumento do preço dos combustíveis. O Chile importa quase todo o petróleo que consome.
Já a mineração sofreu redução drástica. O país é o maior exportador de cobre do mundo.
Tudo isso ocorre no contexto de um plano de austeridade fiscal implementado pelo governo do presidente José Antonio Kast, de direita radical.
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