O CEO da Eneva, Lino Cançado, afirmou que considera a companhia a mais bem posicionada para ocupar o espaço dos projetos da EPP (Evolution Power Partners) no leilão de reserva de capacidade, caso a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) mantenha a inabilitação das usinas. O executivo alertou, porém, que os projetos poderão enfrentar atrasos nas entregas previstas para 2028.
Em entrevista ao Alta Voltagem, programa de TV da CNN, Cançado disse que o prazo disponível para executar esses empreendimentos, que antes era de dois anos e meio, agora é inferior a dois anos. Segundo ele, será necessário considerar as dificuldades para obter equipamentos, contratar empresas e conseguir licenças.
“Certamente os projetos sofrerão atrasos e aí vai ter uma discussão de quanto a Aneel vai dar de prazo adicional para aquelas empresas que sejam habilitadas nessa hipótese para elas poderem se organizar e entregar os projetos”, afirmou.
A avaliação se refere à hipótese de a diretoria da Aneel confirmar a exclusão dos projetos da EPP e permitir a convocação de outros empreendimentos. A CPL (Comissão Permanente de Leilões) inabilitou os consórcios liderados pela empresa, com projetos que somam cerca de 1,7 GW de capacidade, por entender que não comprovaram a qualificação econômico-financeira exigida no edital.
A EPP contesta o entendimento e busca reverter a decisão.
