O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) defendem estratégias distintas para a diplomacia brasileira, refletindo a polarização política que marca a corrida presidencial. Integrantes do governo petista projetam foco em acordos bilaterais e pragmatismo com os EUA, enquanto Flávio deve apostar no alinhamento direto a Washington.
Ao Metrópoles, membros da atual gestão antecipam que Lula deve focar em parcerias bilaterais, com foco em regiões específicas. A avaliação é que fóruns e organizamos multilaterais devem perder força e reduzir as capacidades de negociação. A relação com os Estados Unidos também deve ganhar maior grau de atenção.
Flávio Bolsonaro, por outro lado, deve manter um alinhamento à política externa de Donald Trump e Javier Milei. Figuras ligadas ao plano de política externa do candidato e consultadas sob reserva pela reportagem defendem ainda que o senador deve adotar uma linha mais pragmática que a do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Divergências na política externa
Assim como em temas da política doméstica, Lula e Flávio divergem sobre os parceiros prioritários do Brasil na condução de suas respectivas políticas externas;
De um lado, Lula valoriza a autonomia brasileira e a cooperação entre países em desenvolvimento; Flávio, por outro, enfatiza relações com aliados ocidentais e conservadores.
