A importância da numeração nas munições para o combate ao crime no Brasil voltou à tona após a sabatina do candidato do PL à Presidência Flávio Bolsonaro na TV Globo, quando o senador foi questionado sobre o apoio político que deu ao Projeto de Lei n° 3.723/2019 que, entre outras medidas, previa retirar a marcação de munições vendidas às Forças Armadas ou instituições de segurança brasileiras.
O projeto de lei em questão foi enviado em 2019 pelo governo federal do ex-presidente Jair Bolsonaro, e foi aprovado pela Câmara dos Deputados no mesmo ano.
No Senado, o texto está na Comissão de Constituição e Justiça. O senador Marcos do Val (Avante-ES) foi escolhido o relator da matéria, que não chegou a ser votada pela comissão. Com o fim da legislatura em 2022, encerrou a relatoria de do Val e o projeto ainda aguarda designação de novo relator.
Marcação em munições: como funciona
Uma pesquisa recente do Instituto Sou da Paz revelou que 40,9% das munições originais apreendidas da facção criminosa Comando Vermelhoeram de fabricação nacional. Deste grupo, 51,8% apresentavam códigos de rastreabilidade institucional, indicando que eram destinadas às Forças Armadas e instituições de segurança brasileiras.
O estudo analisou 31.699 cartuchos apreendidos vinculados ao Comando Vermelho, distribuídos em 29 casos processados judicialmente entre 2018 e 2025.
