Reeleita para o terceiro mandato como deputada federal, Tabata Amaral (PSB) questiona o papel dos algoritmos e das grandes empresas de tecnologia no resultado das eleições brasileiras.
Em entrevista à coluna, a quinta deputada mais bem votada de São Paulo, com quase 480 mil votos, defendeu que se questione mais profundamente uma possível interferência estrangeira por meio das redes sociais no atual pleito.
“Eu não sei se a gente não está vivendo o resultado de uma interferência estrangeira. Eu não sou da teoria da conspiração, sou séria demais para esse tipo de coisa”, ponderou. “Mas precisamos, pelo menos, conseguir se questionar sobre o que está acontecendo”, disse.
Em 2020, durante seu primeiro mandato como deputada federal, Tabata apresentou um projeto de lei que visa combater robôs não identificados nas plataformas, limitando, por exemplo, o número de contas automatizadas ou falsas e exigindo maior transparência sobre o impulsionamento de conteúdos.
A deputada argumenta que a eleição atual está sendo decididas pelas redes sociais. “Estamos falando de um punhado de empresas controladas no Vale do Silício, cujas lideranças são muito próximas de uma liderança política estrangeira que tem uma visão clara sobre o resultado dessa eleição”, afirmou, em referência ao presidente norte-americano Donald Trump.
