São Paulo, Quem embarca em ônibus de bairros como Grajaú e Parelheiros, na zona sul de São Paulo, frequentemente encontra adesivos da Transwolff estampados na lataria dos coletivos. Os funcionários das linhas também se apresentam como trabalhadores da empresa. No entanto, a companhia não opera nenhum ônibus da cidade há dois anos e meio.
Desde abril de 2024, quando o Ministério Público de São Paulo (MPSP) revelou a suspeita de ligações entre a Transwolff e a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), a Prefeitura de São Paulo é quem administra as linhas vinculadas à empresa. A licitação para a contratação de uma nova operadora dos coletivos, até agora, sequer foi publicada.
O Metrópoles apurou que o edital para substituir a gestão municipal na operação das linhas já foi redigido pela prefeitura e está sob análise do Tribunal de Contas do Município (TCM) desde o meio deste ano.
Em nota à reportagem, o TCM disse que emitiu um relatório preliminar sobre a licitação no dia 21 de julho “apontando a necessidade de ajustes na minuta do edital”. “No dia 25 de setembro, a SPTrans enviou ao Tribunal a resposta ao pedido de ajustes do edital. O processo está em análise pela auditoria e segue sem qualquer determinação de suspensão”, afirmou o órgão.
Ao Metrópoles, a Prefeitura de São Paulo não informou uma estimativa de quando o edital será publicado e disse apenas que o “processo licitatório está sendo analisado pelo Tribunal de Contas do Município”.
