O brasileiro Ygor Fokin Saviolli, de 35 anos, foi condenado a 12 anos de prisão nos Estados Unidos por atuar na supervisão de um esquema internacional de lavagem de dinheiro que movimentou mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 151 milhões). Apontado pela Polícia Federal como coordenador logístico de um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), ele foi acusado de conspiração para cometer lavagem de dinheiro, segundo o Departamento de Justiça americano.
De acordo com a Justiça norte-americana, Saviolli atuava como gerente e supervisor da organização criminosa, fornecendo recursos para financiar as operações, da coordenação do recebimento e da lavagem de grandes quantias em dinheiro. O grupo operava nos Estados Unidos e em outros países.
Integrantes da organização recebiam dinheiro em espécie de atividades ligadas ao tráfico de drogas e depositavam os valores em bancos espalhados pelo território americano.
A estratégia tinha como objetivo ocultar a origem ilícita dos recursos e permitir que os lucros fossem enviados, entre outros destinatários, a fornecedores de drogas que atuavam fora do país.
As operações eram coordenadas por meio de mensagens no WhatsApp, que reuniam facilitadores e mensageiros responsáveis por recolher e transportar o dinheiro. Ao longo do esquema, a organização ocultou mais de US$ 30 milhões, afirmam as autoridades americanas.
