São Paulo, O prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), classificou como criminosa e de “cunho claramente político” a possibilidade de paralisação de funcionários da empresa de ônibus da Transwolff, convocada para esta quarta-feira (21/10), em protesto a três demissões realizadas pela Prefeitura de São Paulo. O grupo opera as linhas D10 e D11 da zona sul da capital paulista. Em vídeo, Nunes afirma que já registrou Boletim de Ocorrência (B.O.) contra a paralisação no transporte coletivo e promete medidas judiciais.
O prefeito afirma que a paralisação da circulação de ônibus urbano, realizada sem o apoio do sindicato da categoria e ainda e sem aviso prévio, é crime classificado pelo artigo 262 do Código Penal, que trata atentado contra a segurança de meio de transporte público. De acordo com a Prefeitura de São Paulo, 267 mil passageiros foram afetados na paralisação da segunda-feira (19/10).
“Fizeram uma paralização ontem, dia 19, prejudicando 300 mil pessoas, e não foi o sindicato, não tinha nenhuma legalidade. Argumentaram que pararam porque a prefeitura não estava pagando o FGTS e o INSS, óbvio que isso não justifica parar e prejudicar pessoas inocentes. Era na verdade um movimento político. Os três funcionários que cometeram esse ato criminoso foram demitidos e agora querem parar novamente por causa das demissões que eles deram causa. Cunho claramente político”, complementou o prefeito ao Metrópoles.
