Milhares de manifestantes retornaram a duas praças centrais em Lisboa e no Porto nesta terça-feira (20) e prometeram continuar com os protestos contra o agravamento da crise habitacional em Portugal, poucas horas após a polícia ter desmontado acampamentos, compostos por barracas, e efetuado 55 prisões.
Uma assembleia popular em Lisboa decidiu, na noite de terça-feira, retornar à praça do Rossio e montar novamente as barracas nesta quarta-feira.
A cantora Ana Moura juntou-se aos manifestantes no local e fez uma apresentação em apoio ao movimento.
Segundo os organizadores, mais de mil pessoas se reuniram em cada uma das praças. A polícia não forneceu uma estimativa do número de participantes.
Débora Miranda, de 41 anos, consultora de comunicação, disse à Reuters que participou do protesto na praça do Rossio para representar as gerações que enfrentam dificuldades devido à disparada dos custos.
“Se as pessoas não se sentem em casa, em todos os sentidos da palavra, não conseguem seguir com as suas vidas… já chega”, afirmou.
Ativistas ocupavam a praça do Rossio, em Lisboa, desde sábado (17), onde montaram cerca de 200 barracas, e a praça Dom João I, no Porto, há cerca de 10 dias.
Os acampamentos seguiram o modelo de protestos por habitação ocorridos na vizinha Espanha e coincidiram com um período de descontentamento devido ao aumento do custo de vida em países como França, Bélgica e Itália.
