A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu não responder ao desafio lançado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que quebrou seu próprio sigilo telemático e bancário, assim como o de cinco membros de sua família, e sugeriu que o adversário fizesse o mesmo.
O entorno de Flávio Bolsonaro classifica a iniciativa como um “factóide” eleitoral, projetado para criar uma armadilha política ao candidato. A apuração é da analista de Política da CNN Jussara Soares ao CNN Prime Time.
Estratégia de silêncio
A campanha de Flávio Bolsonaro adotou duas orientações principais diante do episódio. A primeira é ignorar completamente o assunto, evitando prolongar o debate, uma vez que qualquer resposta do candidato alimentaria ainda mais o desafio lançado por Lula.
A segunda orientação é que Flávio Bolsonaro, nas oportunidades que tiver, questione Lula sobre outros temas, como as investigações envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva, filho de Lula, investigado por tráfico de influência.
Aliados de Flávio Bolsonaro também questionam a lógica do desafio proposto. Segundo Jussara, o entorno do candidato indaga como Lula pode sugerir a quebra de sigilo não apenas de si mesmo, mas também de filhos maiores de idade, autônomos e donos de seus próprios CPFs.
Para os aliados, a atitude de Lula representa um sinal de “desespero”, e ressaltam que Flávio Bolsonaro já entregou seus dados ao TSE ao se candidatar, não havendo razão para entrar nessa “pegadinha”.
