Willer pagou para remover links sobe ele e Flávio Bolsonaro
Mensagens e documentos apreendidos pela Polícia Federal (PF) indicam que o advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), fez pagamentos para retirar da internet reportagens que o relacionavam ao parlamentar, que é candidato à Presidência.
Willer e Flávio são investigados em um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de lavagem de dinheiro. O caso está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
Segundo relatório da investigação, a PF encontrou no celular de Willer mensagens enviadas por um serviço que oferece a remoção de conteúdos negativos da internet.
O caso foi revelado pelo jornal O Globo e confirmado pela TV Globo.
O número registrado no contato pertence à empresa "Seu Nome Novo de Novo", que afirma atuar na proteção da "reputação digital com estratégias para remoção e desindexação de notícias, processos, imagens, vídeos e links que impactam o seu nome na internet", segundo o site da empresa.
Uma planilha encontrada no material reúne 12 links de reportagens sobre Willer e indica que os conteúdos foram removidos pela empresa. Entre o material removido estão reportagens consideradas "prejudiciais à imagem de Willer Tomaz na internet", algumas das quais mencionavam o advogado e Flávio Bolsonaro.
PF aponta que Willer Tomaz pagou para retirar do ar notícias que citavam relação com Flávio Bolsonaro
