O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou nesta terça-feira (20) que a Corte não participa das decisões sobre mudanças de locais de votação e atribuiu aos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) a responsabilidade pelas alterações feitas entre o primeiro e o segundo turno.
Segundo ele, os pedidos partem dos cartórios eleitorais e são analisados pelos tribunais regionais quando é necessário trocar o prédio onde funcionam determinadas seções. Os motivos incluem problemas estruturais, condições climáticas e questões de segurança.
“Hoje nós temos um sistema Elo que não está completamente atualizado. O TSE não tem nenhuma participação na alteração de locais de votação, não há nenhum tipo de chancelamento”, disse. O ministro afirmou ainda que o número de locais alterados entre os dois turnos deste ano é 94% menor que o registrado no mesmo período da eleição de 2022.
A declaração ocorre após a divulgação de números divergentes sobre as mudanças para a votação de domingo. Na sexta-feira (16), a Justiça Eleitoral informou que mais de 4,3 mil seções teriam alterações. Hoje, o total caiu para cerca de 400, à medida que os TREs atualizaram os dados.
Ele explicou que as zonas eleitorais alimentam o Sistema Elo e que os dados são atualizados à medida que os registros para o segundo turno são concluídos. Segundo o TSE, parte do número inicialmente mais alto estava relacionada a seções transferidas provisoriamente no primeiro turno.
