O Conselho de Supervisão da Meta sinalizou, nesta 3ª feira (20.out.2026), falhas “recorrentes” na moderação de conteúdo eleitoral e cobrou que a empresa adote regras mais transparentes e consistentes em períodos de eleição. Leia a íntegra (PDF - 807 kB).
O comunicado veio no dia seguinte ao relatório apresentado pela empresa ao Tribunal Superior Eleitoral, com as medidas adotadas para garantir a isonomia entre as campanhas dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno.
O Conselho de Supervisão citou que restrições técnicas e a aplicação excessiva de políticas antifraude afetaram as contas de anúncios do presidente, o que provocou questionamentos sobre a atuação da plataforma durante o período eleitoral.
O órgão é independente e funciona como um tribunal ao qual usuários podem recorrer para contestar decisões de remoção ou restauração de conteúdos no Facebook e no Instagram.
A declaração dos copresidentes do órgão também menciona a remoção de contas de ativistas políticos durante protestos nos Estados Unidos, antes das eleições de meio de mandato. O comunicado critica decisões que possam restringir manifestações políticas em períodos eleitorais.
“O Conselho de Supervisão está preocupado com as falhas recorrentes na aplicação das regras pela Meta em seus esforços para garantir a integridade eleitoral”, afirma o documento.
