O risco-país da Argentina ultrapassou os 700 pontos básicos nesta 3ª feira (20.out.2026) e chegou à máxima de 710 pontos, no maior patamar desde outubro de 2025. O índice encerrou o dia aos 672 pontos. É o maior nível em 1 ano. O banco de investimentos JP Morgan é quem calcula o indicador.
O índice é considerado um indicador da confiança dos investidores estrangeiros na dívida de um país. A alta do índice reflete a queda dos títulos argentinos no exterior, que se aproximou de 1,5%.
O preço de um título pode cair quando investidores não estão tão dispostos a comprá-lo pelo valor anterior e passam a exigir um desconto para investir. Um exemplo em que pode haver isso é quando há um aumento dos juros de referência no exterior ou crescimento da preocupação com os riscos de uma nação.
Quando o preço de um título cai, o rendimento para quem o compra naquele momento tende a subir. Se os rendimentos dos títulos da Argentina sobem em relação aos dos títulos dos EUA de prazo semelhante, a diferença entre eles aumenta e pode elevar o risco-país.
Em 1º de outubro, o risco-país da Argentina encerrou o dia aos 636 pontos. O indicador, então, recuou para 599 pontos em 5 de outubro, 1º dia útil depois do resultado do 1º turno da eleição presidencial no Brasil, quando o mercado reagiu positivamente ao fato de o candidato Flávio Bolsonaro (PL) ter ficado à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O índice, porém, não conseguiu sustentar a queda.
