O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (20) que a proposta do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de comprar dívidas bancárias e suspender temporariamente os pagamentos de consumidores e empresas poderia provocar um “calote geral” na economia brasileira e comprometeria o funcionamento do sistema de crédito.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Durigan rebateu a promessa feita pelo senador durante o debate presidencial da Band, no último domingo (18). Segundo o ministro, a medida seria impossível de implementar e prejudicaria diretamente consumidores e empresas que dependem de financiamentos.
“Nenhum governo tem o poder de implementar um calote geral na economia que, na prática, travaria todos os sistemas de crédito”, afirmou.
Durigan argumentou que a interrupção dos pagamentos por até um ano comprometeria a disponibilidade de recursos no sistema financeiro e inviabilizaria a concessão de novos empréstimos, desde financiamentos imobiliários e compras de eletrodomésticos até operações de capital de giro para empresas e crédito rural.
“Se o sistema financeiro fica sem receber trilhões de reais por até um ano, não haverá recurso para esses novos créditos e, no limite, nem para devolução do dinheiro que você tem em investimento e depositado em contas bancárias”, declarou.
O ministro também afirmou que a suspensão dos pagamentos não significaria o perdão dos débitos.
