O Governo Lula atacou o presidente da Argentina, Javier Milei, nesta terça-feira, 20, em nota do Itamaraty. A gestão petista classificou as declarações do argentino como uma "nova e inaceitável tentativa de ingerência externa" no Brasil. A reação do Planalto ocorreu depois de Milei publicar uma mensagem em rede social na qual chamou o presidente Lula (PT) de "esquerdista ladrão" e afirmou esperar que a "campanha suja" do petista não envolva "roubar a eleição". A fala de Milei, na íntegra, não mencionou o sistema de urnas eletrônicas.
Milei escreveu: "Progressistas machistas. Depois, saem por aí acusando todos os seus oponentes de serem misóginos". Na sequência, o argentino afirmou: "A máscara desses criminosos está caindo... Espero que a última artimanha da campanha suja deles não envolva roubar a eleição... esquerdista ladrão."
Apesar da ausência da palavra "urnas", o Itamaraty afirmou que o argentino repetiu "mentiras" difundidas por "golpistas derrotados", em referência aos atos de 8 de janeiro de 2023.
A nota afirma que as falas do argentino representam uma tentativa de desestabilizar a democracia do país. Segundo a nota, Milei adota um discurso alinhado a grupos que não aceitaram o resultado das urnas em 2022. O texto oficial classifica a manifestação como "antidemocrática, desequilibrada" e incompatível com a postura de um chefe de Estado de um país amigo.
O Itamaraty encerrou a nota e reiterou a soberania nacional.
