A influenciadora Malévola Alves relatou momentos tensos durante uma viagem ao Egito. Nas redes, ela afirmou que foi levada à uma delegacia em Alexandria e que teve o passaporte retido pelas autoridades locais. O caso acendeu um alerta para os perigos que cercam as mulheres e pessoas da comunidade LGBTQIA+ no país do continente africano.
O turismólogo Vitor Vianna deu detalhes sobre essa preocupação: “É um destino extraordinário, mas que exige cuidados que não podem ser ignorados, principalmente quando falamos de mulheres viajando sozinhas e, de maneira ainda mais sensível, de mulheres trans e pessoas LGBTQIA+”, afirmou o especialista.
Ainda de acordo com o profissional, o caso envolvendo Malévola só reforça os riscos que as pessoas da comunidade LGBTQIA+ correm no Egito. “Uma coisa é conhecer o Egito turístico, cercado pela estrutura de hotéis, receptivos, guias e passeios organizados. Outra coisa é acreditar que essa experiência representa necessariamente a realidade do país inteiro.”
“Vejo muitas festas e raves sendo divulgadas no Egito, inclusive grandes eventos tendo as Pirâmides como cenário, e isso pode passar para quem está assistindo de fora uma sensação de liberdade que não necessariamente corresponde às regras e aos costumes que o viajante encontrará no cotidiano. É justamente aí que mora o perigo da romantização”, informou.
