Uma peste marinha que invadiu litorais do Reino Unido à Austrália ganhou um oponente à altura: uma cadela labradora de seis anos chamada Sgiath (“Isquiá”, na pronúncia em português). Ela foi treinada por sua tutora para identificar, através do olfato, e apontar a presença de organismos chamados de “vômitos-marinhos” em praias da Escócia.
O trabalho é inédito e rendeu-lhe o título de “Animal do Ano” do International Fund for Animal Welfare, em Londres.
O que é um “vômito-marinho”?
A ascídia colonial, também chamada de vômito-do-mar, é um animal marinho que se fixa às pedras ao redor dos oceanos e filtra a água por seus orifícios, alimentando-se dos nutrientes e acumulando matéria orgânica e poluentes em seu corpo.
Nativa do Japão, esta espécie espalhou-se pelas águas temperadas de continentes como América do Norte, Europa e Oceania; ali, sua presença tornou-se uma ameaça aos ecossistemas marítimos.
Cada fragmento que se desfaz da colônia original viaja pela água e se reproduz onde quer que atraque; por reprodução, forma tapetes extensos que crescem por cima de outros seres vivos, sufocando-os até a morte. Além do perigo ao meio ambiente, o vômito-marinho também é uma dor de cabeça para os pescadores; não à toa, e também por sua aparência peculiar, ganhou um nome tão desagradável.
