Mais de 250 mil pessoas já foram forçadas a abandonarem suas casas no Iêmen desde que conflitos entre os Houthis, Arábia Saudita, e forças iemenitas eclodiram no país. O novo balanço foi divulgado pela Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) nesta terça-feira (20/10).
A região mais afetada pela onda de deslocamentos forçados continua sendo a província de Taiz, correspondendo a 76% dos casos reportados entre 1º de agosto e 17 de outubro. A região enfrenta um cerco dos Houthis, que tentam avançar o tomar o controle do local, considerado vital para o acesso do país ao Mar Vermelho e ao Golfo de Aden.
Países vizinhos do Iêmen, como Djibouti e Somália, têm sido nações escolhidas por iemenitas que buscam segurança e refúgio.
Depois de anos de relativa paz, a população do Iêmen voltou a conviver com conflitos em julho deste ano, após os Houthis e a Arábia Saudita trocarem acusações mútuas, que resultaram na retomada das hostilidades.
Quem são os Houthis?
Criado na década de 1990, os Houthis são um movimento político-religioso composto majoritariamente por seguidores do zaidismo, uma das três vertentes do islamismo xiita.
O grupo controla partes do Iêmen desde 2014, após começar uma ofensiva contra o então governo do país, dando início à guerra civil que dura 14 anos.
Em 2015, a Arábia Saudita criou uma coalizão militar para apoiar o governo iemenita reconhecido internacionalmente. A partir daí, posições dos Houthis começaram a ser bombardeadas no Iêmen.
