A aviação civil brasileira registrou 10,89 milhões de passageiros em setembro de 2026, o maior volume para o mês desde o início da série histórica, em 2.000. Os dados foram divulgados nesta 3ª feira (20.out.2026) pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e consideram voos domésticos e internacionais.
O resultado representa uma alta de 0,7% em relação a setembro de 2025, quando foram transportadas 10,81 milhões de pessoas. No acumulado de janeiro a setembro, a movimentação cresceu 4,3%. Passou de 95,5 milhões para 99,6 milhões de passageiros. Com isso, o setor ficou a cerca de 405 mil passageiros de atingir a marca de 100 milhões ainda nos 9 primeiros meses do ano.
A 1ª vez que a aviação civil brasileira atingiu a marca de 100 milhões de passageiros foi em 2012, quando foram transportadas 106,8 milhões de pessoas. O feito foi repetido anualmente até 2019, mas interrompido em 2020, quando o setor foi impactado pela pandemia de covid-19. A queda persistiu nos anos seguintes e o país só voltou a superar os 100 milhões em 2023, com 112,7 milhões de passageiros.
O bom desempenho da aviação vem em um momento de pressão sobre os custos das companhias aéreas. Desde o início da guerra no Oriente Médio, em março, o preço médio do QAV (querosene de aviação) vendido pela Petrobras às distribuidoras acumula alta de aproximadamente 74%. Só em outubro, a estatal elevou os valores em 11,76%, para R$ 6,242 por litro.
