Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegam à reta final do segundo turno das eleições de 2026 ajustando suas estratégias de campanha.
Segundo apuração do analista de Política da CNN Pedro Venceslau ao CNN 360°, os dois candidatos estão calibrando com precisão a proporção entre propaganda negativa e positiva, em um cenário em que o eleitorado se encontra altamente polarizado.
Eleitorado calcificado define estratégia das campanhas
As duas campanhas identificaram que a margem para converter votos do adversário é mínima, quase inexistente.
Diante desse cenário, o principal caminho disponível para ambos os lados é tentar empurrar eleitores do oponente para o voto nulo, branco ou para a abstenção.
No caso de Flávio, o objetivo é ampliar sua votação; no caso de Lula, aproximar-se do adversário e, quem sabe, virar o resultado.
Desde o final do primeiro turno, a campanha de Lula já destinava cerca de 50% de sua propaganda a ataques ao adversário, reservando a outra metade para propostas, apresentação de legado e mensagens propositivas.
A campanha de Flávio também reservava uma parcela considerável de seu tempo para ataques a Lula, sustentada, em grande medida, pelo antipetismo que embasa sua votação.
Com a chegada do segundo turno, a carga de propaganda negativa dos dois lados aumentou de forma significativa.
