A área técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estimou em R$ 55,1 bilhões as despesas brutas da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) em 2027, primeiro ano de vigência do teto sancionado em 2025. Após a aplicação do limite e dos ajustes financeiros previstos, a proposta apresentada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) ficou em R$ 47,842 bilhões, valor que será custeado pelos consumidores nas tarifas de uso dos sistemas de transmissão e distribuição.
Em 2026, o montante considerado para a CDE é de R$ 47,793 bilhões. Para 2027, a estimativa representa crescimento de aproximadamente 0,10%, ou R$ 49 milhões. Os técnicos da Aneel classificam o cenário como de relativa estabilidade.
Pelo novo regime, os valores que excederem o teto deixam de ser repassados aos consumidores e passam a ser pagos pelos beneficiários dos subsídios responsáveis pela ultrapassagem. Esse mecanismo será viabilizado pelo Encargo de Complemento de Recursos (ECR), estimado em R$ 6,369 bilhões para 2027.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
Entre os itens com despesas acima do limite, as fontes incentivadas somam previsão de R$ 18,8 bilhões, ante teto de R$ 16,8 bilhões. A diferença é de R$ 1,9 bilhão, equivalente a 10,3%.
