O 6G ainda está em desenvolvimento, mas a disputa pela faixa de frequência mais útil para a nova tecnologia no Brasil já demonstrou que operadoras de telecomunicações, emissoras de rádio e TV e fabricantes de equipamentos estão ávidas para batalhar pelos seus interesses. A Anatel colocou discussão em consulta pública, e uma segunda audiência está prevista para a próxima quarta-feira (21), em São Paulo.
O objetivo é receber contribuições sobre as regras para distribuir o espectro e as contrapartidas exigidas das empresas vencedoras.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) prevê leiloar o espectro até 2028, mas a proposta enfrenta divergências sobre o calendário, os investimentos exigidos das empresas e até quem poderá usar as frequências.
As operadoras querem adiar a licitação para esperar a definição dos padrões técnicos da próxima geração de redes móveis. Já a radiodifusão pede apoio financeiro para liberar parte da faixa, enquanto Claro e Vivo questionam a inclusão de data centers entre as obrigações do futuro leilão.
Por que as operadoras querem adiar o leilão do 6 GHz?
Conexis Brasil Digital, Claro e Vivo defendem que a licitação aconteça depois de 2028, com a possibilidade de ser realizada somente após 2030. O principal argumento é que a indústria ainda precisa concluir etapas importantes da padronização do 6G antes de produzir equipamentos comerciais em escala.
