A ministra Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou que diretórios municipais do PT retirem das redes sociais uma publicação que associa Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), a uma acusação de estupro de vulnerável. A decisão fixa prazo de três horas para a remoção.
O post foi publicado pelos diretórios de Lorena e São José dos Campos, em São Paulo. O texto dizia que Gaspar era investigado por estupro e sugeria que Flávio escondia a acusação dos eleitores. A defesa dos candidatos afirmou que o conteúdo era falso, já que o caso foi arquivado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
A notícia-crime havia sido levada ao Supremo após manifestações do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). A acusação dos parlamentares afirmava que Gaspar havia mantido relações sexuais com uma menor de idade que tinha apenas 13 anos à época. A relação teria resultado no nascimento de uma filha, hoje com 8 anos.
Desde o início, Gaspar negou e chegou a pedir ao STF para acelerar a realização de testes de DNA para comprovar que não cometeu o crime.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu o arquivamento por falta de provas e por contradições nos relatos. O ministro Gilmar Mendes acolheu o pedido em 6 de outubro.
Na decisão, Estela afirmou que o caso foi arquivado sem a abertura de inquérito, por ausência de elementos mínimos que justificassem investigação.
