Na cidade de Longyearbyen, no arquipélago de Svalbard, no Ártico norueguês, a contaminação das fontes de água potável levou autoridades a considerar a construção de um sistema de abastecimento completamente novo, uma medida que pode custar caro e exigir soluções de engenharia em condições extremas.
Essa região do Ártico é a que perde gelo de forma mais acelerada no mundo, aquecendo a uma velocidade até seis vezes maior do que a média do planeta. A combinação entre o degelo do permafrost e a presença de rochas ricas em minerais tóxicos pode comprometer a qualidade da água doce.
Agora, pesquisadores acreditam que o que acontece em Longyearbyen já pode ser considerado um sinal de alerta para outras comunidades que dependem de fontes naturais semelhantes.
Muitos gastos
Diante da situação de Longyearbyen, o prefeito da cidade, Terje Aunevik, encomendou uma investigação sobre a qualidade da água e afirmou que talvez seja necessário substituir a estrutura de abastecimento existente. Entre as alternativas avaliadas estão a instalação de um sistema de filtragem em Isdammen, reservatório local, e a construção de uma usina de dessalinização, capaz de transformar água salgada em água potável.
As duas opções, porém, apresentam obstáculos. Além dos custos elevados, as temperaturas extremas de Svalbard tornam a implementação dos sistemas tecnicamente complexa, já que a água pode permanecer próxima ou abaixo de zero grau Celsius.
Região onde o degelo é mais acelerado no mundo agora sofre com metais na água
