O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que a Meta, empresa responsável por administrar o Facebook e o WhatsApp, se negou a criar um canal direto para acompanhar casos urgentes envolvendo jornalistas, comunicadores e veículos de imprensa.
De acordo com nota publicada pelo órgão nesta terça-feira (20), o mecanismo solicitado pelo governo serviria para monitorar situações de ameaças, assédio, ataques digitais, bloqueios e suspensões de contas.
No início deste mês, o Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, se reuniu com a empresa e formalizou a proposta de um canal institucional célere para o encaminhamento de casos urgentes.
Em 16 de outubro, a Meta respondeu formalmente ao pedido e negou a criação, apontando que a ferramenta poderia representar a “assunção de novas obrigações regulatórias”. Também alegou complexidade técnica, jurídica e operacional.
Segundo o governo, a controladora das redes sociais ainda acrescentou que a análise do pedido exigiria prazo compatível com essa complexidade e que suas políticas são aplicadas de forma isonômica a todos os usuários, de modo que os canais gerais já oferecidos seriam suficientes. O ministério diz ainda que a Meta declarou não saber por que contas de jornalistas caem.
