A Itália aprovou nesta terça-feira (20) um conjunto de medidas de segurança após uma onda de distúrbios que atingiu cidades do norte da Itália durante o fim de semana.
O distúrbio do final de semana atingiu, inclusive, a capital financeira italiana, Milão, onde grupos compostos majoritariamente por jovens promoveram atos de violência, quebrando vitrines, saqueando lojas e atacando a polícia.
O pacote inclui a criação de um novo tipo penal, a participação violenta em manifestações, penas mais severas para participantes de tumultos e a responsabilização financeira de pais cujos filhos se envolvam em atos de vandalismo e saques.
“Não há nada de revolucionário em vandalizar e roubar. Vandalismo e roubo não são protesto; são criminalidade”, afirmou a primeira-ministra Giorgia Meloni nas redes sociais, ao anunciar o decreto.
Como parte do conjunto de medidas, que entra em vigor imediatamente, qualquer pessoa que participe de um grupo de pelo menos cinco indivíduos e coloque em risco a segurança pública durante manifestações estará sujeita a uma pena de até cinco anos de prisão e multa máxima de 20 mil euros (equivalente a cerca de R$ 112 mil).
As penas são agravadas caso os envolvidos estejam com os rostos cobertos ou se houver feridos.
As autoridades passam a ter autonomia para determinar a reparação imediata de danos causados; no caso de menores de idade, a responsabilidade recairá sobre seus pais.
