Jack está em busca do amor da sua vida. Ele já tentou o Hinge, aplicativos apenas para convidados e até pagou pela assinatura premium do Bumble.
Ele agora está fazendo experiências com inteligência artificial.
“Quero uma breve e divertida descrição de quem eu sou para um aplicativo de namoro”, digitou Jack, um profissional de ciência de dados de 38 anos de São Francisco, no ChatGPT. Jack pediu para ser identificado por um pseudônimo neste artigo, devido a preocupações com a renovação de seu visto.
Afinal, o chatbot tem servido como braço direito de Jack por quase um ano, escolhendo suas roupas e ensinando-o a tocar violão. “O Alfred para o meu Batman”, ele chama a ferramenta.
Então Jack colou a resposta do ChatGPT no Hinge: “A vida não é uma lista de tarefas é sobre momentos compartilhados e crescimento. Sou prático, de mente aberta, adoro rock, longas viagens de carro, curiosidades, esportes e boas risadas pelo caminho.”
Não adiantou nada. Jack admite ter uma média de acertos de um dígito no Hinge, e seu parceiro de IA não melhorou suas estatísticas.
Jack está entre os muitos usuários de aplicativos de namoro que agora terceirizam pelo menos parte do processo de namoro online para a inteligência artificial.
