Santa Catarina se consolida como o segundo maior produtor de pitaya do Brasil, segundo o mapa do Agrocatarinense. A cultura tem se expandido no sul do estado, com a introdução de novas variedades que permitem a extensão do período de colheita para além do verão, garantindo renda ao longo de quase todo o ano.
Novas variedades e colheita prolongada
A variedade Palora do Equador é uma das inovações que ampliam o calendário de produção da pitaya em Santa Catarina. Na propriedade de Thago, localizada no sul do estado, a colheita ocorre de maio a outubro. O objetivo é manter a produção e a comercialização em diferentes épocas do ano.
Histórico e diversificação da produção
A família de Thago começou a cultivar pitaya em 2012, quando a principal atividade era o cultivo de tabaco. Atualmente, a fruta é a única fonte de renda da propriedade, que possui 14 hectares cultivados. A diversificação da produção, que inicialmente incluía maracujá, resultou em uma renda 100% proveniente da pitaya.
Crescimento da produção e desafios
De acordo com a Epagre, na safra 2025/2026, a produção no sul do estado alcançou 7,8 mil toneladas, um recorde que representa um crescimento de cerca de 20% em relação à temporada anterior. Contudo, o desafio permanece em garantir mercado e rentabilidade para os agricultores que investem na cultura.
