Dez sindicatos de servidores públicos federais divulgaram, nesta terça-feira (20/10), um manifesto em defesa da democracia e do serviço público. As entidades criticam medidas adotadas pelo presidente da Argentina, Javier Milei, e alertam para possíveis consequências de reformas administrativas, cortes no setor público e restrições a direitos dos servidores.
Embora não citem nominalmente os candidatos à Presidência do Brasil, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), as entidades mencionam a gestão argentina como exemplo dos riscos de políticas de redução do Estado. Flávio é aliado de Milei.
“A experiência argentina sob a gestão de Javier Milei, marcada por severas medidas de ajuste, cortes no setor público e redução de estruturas estatais, oferece um alerta sobre os custos sociais e institucionais de políticas dessa natureza.”
As entidades avaliam que mudanças nas regras do funcionalismo podem precarizar os vínculos de trabalho, restringir a entrada de novos servidores e abrir caminho para demissões em larga escala. Também manifestam preocupação com possíveis congelamentos ou reduções salariais.
Para os representantes, a estabilidade protege os servidores contra pressões políticas e econômicas e garante condições para o exercício independente de suas funções.
