Os sistemas da plataforma de videomonitoramento de segurança de São Paulo (SP), o Smart Sampa, não possuíam autenticação em dois fatores (2FA). De acordo com o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), o programa vinha aumentando os níveis de segurança “gradativamente”.
De acordo com reportagem do UOL, divulgada nesta terça-feira (20), o Smart Sampa teve durante quase um ano uma falha que permitia o acesso às imagens das câmeras espalhadas pela maior cidade da América Latina. As credenciais para acessar o sistema estavam em um repositório público na internet.
Segundo Nunes, os sistemas do Smart Sampa passam por uma ação contínua de segurança e por isso não tinham 2FA. A autenticação em dois fatores é um modelo de segurança que exige duas fases para acessar um sistema, podendo ser uma senha alfanumérica e um código enviado por e-mail, uma senha alfanumérica e checagem de biometria facial, uma alfanumérica e códigos aleatórios gerados por um software etc.
“Você vai ampliando cada vez mais essas camadas de segurança. Inclusive, já tem uma programação. Daqui a três meses, por exemplo, todo mundo que está acessando o sistema, terá que se direcionar até a Secretaria de Segurança Urbana para refazer o seu acesso, inclusive com reconhecimento facial”, disse o prefeito durante entrevista.
Apesar da falta da segunda camada de proteção, Nunes disse que não houve “acesso indevido” e afirmou que a tecnologia é segura.
O que causou o vazamento?
