O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) pediu nesta terça-feira (20) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acesso aos autos de um inquérito sigiloso que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo do senador. A informação foi publicada inicialmente pela CNN Brasil e confirmada pela Jovem Pan.
A investigação foi encaminhada ao STF em 8 de outubro e distribuída a Moraes no dia 16. Segundo integrantes da campanha de Flávio, o processo avançou rapidamente e já teria diligências em andamento antes da abertura de vista ao Ministério Público.
O caso provocou preocupação entre aliados do candidato, que avaliam a possibilidade de Moraes tomar alguma decisão antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25). A campanha considera atípica a velocidade de tramitação do inquérito em comparação com outras investigações na Corte.
A investigação é um desdobramento de um inquérito da PF no Rio Grande do Sul que apura suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas esportivas. Flávio classificou as acusações como “fake news”. Willer negou irregularidades e questionou a divulgação do caso às vésperas do segundo turno da eleição presidencial.
Durante a apuração, os investigadores encontraram indícios de que Willer controlaria a Rede Loto, empresa de apostas autorizada a operar no Rio de Janeiro em 2023.
