A Polícia Militar (PM) de São Paulo encerrou a apuração interna sobre a suposta perseguição ao motorista de Fernando Haddad (PT). O comando da corporação descartou qualquer desvio de conduta dos policiais na zona sul da capital paulista em agosto.
O portal Metrópoles revelou que o coronel Rodrigo Pezato conduziu o procedimento de forma direta, sem remessa dos autos para a Corregedoria. O oficial comanda a unidade responsável pelo patrulhamento do setor onde o episódio ocorreu.
Sigilo sobre documentos
A corporação confirmou ao portal o arquivamento do caso por meio da Lei de Acesso à Informação. O comando militar barrou a divulgação das peças com a justificativa de proteção a dados pessoais e segredo de técnicas policiais.
A decisão causou questionamentos pela falta de especificação dos trechos reservados. A instituição negou o envio de relatórios e não individualizou as páginas sob sigilo.
Relato do motorista de Haddad e checagem de câmeras
O caso começou no dia 11 de agosto, logo depois de o motorista deixar Haddad em sua residência. O funcionário enviou mensagens de pânico a advogados da campanha petista com a acusação de que uma viatura com homens armados de fuzil o acompanhou e deu ordem para ele sair do local.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo desmentiu a versão do motorista logo nas primeiras apurações.
